O antes desta cadeira era um assento de lona às riscas vermelhas, rasgado e cheio de pó.
Para a renovação a avó escolheu um algodão também às riscas, mas mais sóbrio. Com desta vez a máquina de costura não veio, coseu os lados à mão, cheia de paciência.
O neto mais velho e eu, tirámos as tachas velhas e colocámos o novo assento.
Esta cadeira, que era da minha avó, veio dos paquetes da antiga Açoreana, companhia marítima dos Açores, e era usada para os passageiros descansarem no convés, durante as travessias para Lisboa. Tem uns 100 anos e foi sempre muito usada na nossa família, porque para além de ser bonita é bastante confortável .
Com esta roupa nova vai continuar a proporcionar uma belas sestas, tenho a certeza.
segunda-feira, 27 de junho de 2016
Uma cadeira renovada
quarta-feira, 22 de junho de 2016
Continuo a reciclar
Este banco velho estava na fila para ser reciclado há muito tempo. Veio de férias conosco e tenho aproveitado as horas de mais calor para, no fresquinho da varanda, o ir lixando.
Com um misto de fascínio e desespero vou descobrindo camadas e camadas de tintas e vernizes sobrepostas. Quantas vidas já terá tido? E quantas terá ainda?
A madeira , apesar de algo danificada não tem bicho e a estrutura está perfeitamente sólida. Quando finalmente conseguir remover todos os vestígios antigos tenciono pintá-lo de branco.
Vamos ver se estas férias chegam para tanta "patine".
terça-feira, 14 de junho de 2016
Reciclar
Com as malas usadas e danificadas da farda que usamos no meu trabalho, comecei há uns tempos a fazer umas bolsinhas de trocos. Aliás, fiz uma para mim, e foi tão apreciada que recebi logo encomendas. Têm sido um verdadeiro sucesso e os pedidos são já tantos que decidi simplificar o seu fabrico. Coser pele mesmo usada à mão, dá cabo dos dedos, e é demorado.
O novo processo que adoptei é bastante mais fácil e rápido, e ainda por cima acho que as bolsinhas ficam muito mais giras. Só não entendo como é que não pensei nisto há mais tempo. Às vezes complico!
O novo modelo ficou assim