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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

"A prática leva à perfeição "

De férias mas com o tempo condicionado pelos horários  da escola, entretenho-me a aperfeiçoar  a arte de cozer fechos éclair. No intervalo das entregas e recolhas de crianças  e avó, agarro-me à   costura  enquanto  devoro sem critério   todas as séries  da fox crime. Não , não  estou maluca nem deprimida, é  mesmo o meu ideal  de relax. Ter tempo para imaginar e criar  estes mosaicos de tecidos é para mim terapêutico. E com a desculpa de que os fechos nunca ficam exactamente  como  eu imaginava vou fazendo bolsinhas  atrás  de bolsinhas. O que  vale é  que há  sempre alguém  amigo  que encontra algum encanto na imperfeição. Assim tenho mais uma desculpa para continuar :))

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Bricolage

Já  nem me lembro como é  que este objecto veio parar  cá  a casa.  Foi utilizado como bandeja durante uns tempos, mas grande demais para o efeito acabou por ser arrumado e esquecido  na despensa.
Há  uns dias, farta de olhar para uma  parede branca,  lembrei-me de arranjar uma prateleira  para guardar linhas e objectos afins no meu canto de costura.  Lembrei-me então da antiga  bandeja. Com uns restos de madeira fiz umas prateleiras e forrei o fundo com tecido. Ainda faltam uns promenores,  mas não  me apeteceu esperar mais e  já  a pus a uso.
De férias  sem poder ausentar-me, vou inventando. E gosto muito!

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Ver

Quando ainda há  poucos  meses, antes de ser operada às  cataratas,  me chamavam  a atenção  para determinado  pormenor numa paisagem,  um edifício,  ou um riacho por entre umas montanhas, eu talvez por vergonha,  ou  mesmo falta  de paciência, dizia sempre  que  sim,  que  estava a ver perfeitamente.  Mas não  via patavina e cedo me desmotivava.  E achava mesmo que as outras pessoas estavam a exagerar, não podia ser nada assim tão  interessante.
Agora  consigo fazer um viagem de avião do Porto para Lisboa, se não  vier a trabalhar, a olhar pela  janela,  a procurar pontos de referência, a procurar a minha serra  e a minha casa. E consigo vê-las perfeitamente!
Não  sei  explicar  a diferença, nem a enorme  satisfação que sinto. É  como se fosse tudo novo, mais interessante. Na semana passada ao sobrevoar o continente africano consegui ver perfeitamente um rio lá  em baixo  e fiquei  absolutamente deslumbrada, pois   dantes via apenas manchas de cores .
Por vezes lamentamos  algo que perdemos, e só  nessa altura nos  apercebemos  do seu  devido valor.
No meu caso tenho a felicidade de  me ter acontecido exactamente o contrário, e  todos  os dias valorizo e agradeço, este sentido readquirido! 
(Até   me consigo aperceber da fraca qualidade das  fotos em relação  à  realidade, o que não  acontecia ;)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

"A amiga genial"

Um romance fascinante, em quatro volumes que me têm feito companhia nos momentos livres. Mereceram uma capa de protecção.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Onde o mar é mais azul...

Como estou de férias  achei que  merecia  uns dias de descanso,  e sobretudo  longe da rotina. Não  queria afastar-me muito de casa, por isso, agarrei em dois bons livros, na camisola que estou  a  tricotar há quase dois anos, e vim para a Ericeira. Aqui, onde o mar  se não  é, parece de facto mais azul, e onde o sol  brilha   generosamente , espero  recarregar baterias.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Destralhar

Sou obsecada com arrumações! Talvez  por ser um pouco preguiçosa, gosto  de saber  onde está tudo, para não  perder muito tempo à  procura.
Ultimamente  sou também  uma "destralhista" compulsiva, muito graças à Beth, cujos  conselhos gosto de ler semanalmente, e que costumo pôr em prática.
Andava atormentada com as pastas de arquivo de documentos, privados e de algum modo confidênciais , que me parecia que não  podia simplesmente pôr no lixo. Há  tempos encontrei  esta máquina,  há  muito desejada,  a um preço  simpático  no Lidl, e  os últimos  dois dias  passei-os a fazer serpentinas. E ainda nem começou  o Carnaval! Dois dias pois a máquina  não  é  profissional,  e aquece e desliga-se em pouco  tempo. E eu tinha papeis guardados desde 2007. Uma loucura!
Agora, mais "leve", vou apreciar melhor estes  dias de férias que me esperam.  Quem  sabe consigo inspiração  para acabar a meia dúzia  de WIPs que tenho em mãos...

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

2016

(Imagem tirada da web)

Por acaso 366,vamos aproveitá-las  o melhor que pudermos!
Feliz Ano Novo!!!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Um fecho éclair

"...Foi dono da terra, foi senhor do mundo, nada lhe faltava, Filipe Segundo. Tinha oiro e prata, pedras nunca vistas, safira, topázios, rubis, ametistas. Tinha tudo, tudo sem peso nem conta, bragas de veludo, peliças de lontra. Um homem tão grande tem tudo o que quer. O que ele não tinha era um fecho éclair."

Excerto do "Poema do fecho éclair"  de António Gedeão 

Hoje em dia até um pacote de arroz pode ter um fecho éclair!
Apesar  de não  ser comum parece-me uma excelente ideia. É  considerado , justamente, o mais eficaz "fecho fácil", há  muitos anos.  Porque  não  utilizá-lo também   nas embalagens de comida?  E esta, feita de tecido, pode assim ser reutilizada para diversos fins. Faz sentido sobretudo em países  onde a sociedade de consumo ainda não  se instalou confortavelmente.
A minha alma ecologista rejubilou! E a costureira também :)

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Visão

Há  alguns anos, quando eu ainda era considerada  uma jovem, numa consulta de rotina diz-me o oftalmologista que  as minhas cataratas tinham piorado. Ca-ta-ra-tas??? Mas isso  não  é  doença  de pessoas idosas? Fiquei a saber que não,  que pode ser uma doença  congénita. E que  no meu caso, devido à  minha  profissão,  era natural que continuassem a evoluir rapidamente, e que lá  para os 50 deveria precisar de ser operada.
A profecia cumpriu-se.
Quando  no início  deste ano fui pedir umas lentes novas, porque achava que estava a ver um bocadinho menos, a resposta  foi implacável, tinha chegado  a hora da cirurgia!
Demorei  uns meses a ganhar coragem.
O meu maior receio: ao retirar a catarata  os médicos  colocam uma lente que permite corrigir outros problemas de visão  que o doente possa ter. No meu caso a  miopia. Mas a minha miopia nunca  foi muito acentuada, e nunca me incomodou. Eu gosto mesmo é  de ver bem ao perto, e esse  tipo de visão  nunca me faltou.  Ao corrigir a miopia podia perder isso!
Foram 3 semanas de mau humor e de rabujices. Sei que fui difícil  de aturar e agradeço  aos meus filhos nunca terem saído do meu lado. Hoje passados 3 dias da segunda operação, (ou na verdade da terceira, mas são  coisas que acontecem) acho que vou ficar a ver muito razoavelmente ao perto. Não  devo precisar  de óculos, e consigo ver as janelas do Palácio  da Pena!  E a serra de Sintra está  muito mais clara,  nítida  e  bonita!
Ainda não  posso dizer que foi um sucesso, mas estou muito  confiante que sim! E sinto-me  aliviada! E bem disposta outra  vez! 

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Ainda em clima de férias

Desde meados de Junho, quando as aulas acabaram, que temos andado  numa "roda viva", pelas praias  do sul e da costa alentejana.  As férias  e cada folga, têm  sido aproveitadas ao máximo, e foram uns dias fantásticos. Mas entre o trabalho, a praia  e as restantes solicitações  de dois rapazes cheios  de energia, tem-me sobrado pouco tempo para mais alguma coisa.

Ainda nem tinha tido  paciência para desempacotar  estes carrinhos de linhas, tamanho XXL,  que descobri algures na net. São  de madeira, antigos e vinham com umas lãs  um bocado  velhas que retirei.  Não sei ainda o que  vou fazer com eles, mas, simplesmente, não  consegui resistir-lhes.
O enrolador de novelos tenho-o há  mais de 30 anos, quando,  ainda adolescente,  tricotava à máquina. Andou desaparecido por muito tempo,  mas,  numas arrumações  recentes ao sótão  da minha mãe, descobri  o e não  mais o larguei!

segunda-feira, 23 de março de 2015

Uns quadros originais

Fiz umas comprinhas na loja Natura, aquela loja que tem um urso enorme à   porta, que as crianças   gostam  de abraçar (as minhas gostavam).
Os sacos das compras que ofereceram, sacolas para os meus amigos brasileiros 😉,  traziam estas mensagens inspiradoras.
Lembrei-me de transformá-lo nuns quadros.