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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Café

Continuando o diário  desta viagem, aqui fica o  registo da visita a uma Hacienda de Café, a Hacienda Coloma.
Acompanhá-mos e participá-mos em todo o processo,  desde  a apanha dos bagos,  passando pelas várias  estapas de descascar, pela   secagem, o torrar dos  grãos, a moagem  e finalmente a degustação.
Acho que fiquei a saber a apreciar verdadeiramente  uma boa chávena  de café. Este é  um café  arábica,   aromático, muito suave. A preparação  da bebida em si ė um processo metódico e rigoroso.  Pedi a receita e estou desejosa de chegar a casa para a experimentar!


Esta primeira casca vermelha dos bagos  de café  é   tão  doce, eu provei, que se utiliza,  depois de seca, para fazer chá. Nunca tinha  ouvido falar. 

 E embalado nestes sacos qualquer café  tem que ser excepcional!
 

domingo, 10 de maio de 2015

Catedral do Sal

Sem conseguir voltar para casa, e  para  tentar que o tempo passe  mais depressa, dedicamo-nos ao turismo.
Normalmente uma estadia  prolongada num país   interessante como a Colômbia, poderia ser motivo de entusiasmo. Não o é, necessariamente, quando tinhamos outras coisas programadas, a família  à   nossa espera, e sobretudo a incerteza da data de regresso.
Mas somos profissionais  da distância  e da ausência. E tristezas não  pagam dívidas  e não  podemos cair em depressão. Por isso procuramos formas  de nos distrairmos.

Falaram-nos de uma Catedral construída   numa antiga mina de sal. Fomos  visitá-la!


A 180m de profundidade em relação  ao solo, foi escavada no sal com um pė direito altíssimo  e a forma de uma igreja normal. Os vários  crucifixos, alguns bancos de oração e diversos ornamentos nas paredes foram esculpidos no sal também. 
Fez diferença  uma guia desmotivada, que parecia  desejosa de chegar ao fim da visita. Tenho pena de não ter assistida à cerimónia religiosa, que se realiza em ocasiões  especiais. 
Mas é um monumento invulgar, por isso valeu a pena a visita.

Em busca do Eldorado

A lenda do Eldorado  atraiu  muitos aventureiros europeus na época da colonização  do território   americano.
O termo significa " o homem dourado", e uma versão da  lenda conta a história   de um cacique, ou chefe, dos Muiscas, indígenas  da Colômbia, que  numa cerimónia  de iniciação, se  cobria com pó   de ouro  e mergulhava num lago nos Andes. De seguida os seus súbditos  atiravam para o mesmo lago diversos objectos de ouro e pedras preciosas, na sequência  do ritual.
Esse lago seria o Lago de Guativita, que visitei por estes dias.


Talvez  devido à  altitude, 3200m, ou ao profissionalismo e entusiasmo da guia que nos guiou na lenda e no território, quando avistámos o lago ficámos todos num estado de deslumbramento. 
É  um local lindo, mágico, que transmite uma enorme serenidade.

Infelizmente os conquistadores  espanhois não sentiram o mesmo,  e o seu único  objectivo quando aí chegaram  foi tentar drenar o lago, em busca do tesouro. Escavaram mesmo um túnel  que baixou o nível da água  em alguns metros, e encontraram de facto algumas peças de ouro. Os achados nunca foram suficientes para justificar o investimentos, mas ao longo dos anos  foram vários  os aventureiros que tentaram a sua sorte,  atė que em 1965 o governo colombiano pôs  o lago Guativita sob sua protecção, proibindo novas tentativas.

Os locais acreditam que,  sobretudo nas encostas do local, por baixo da densa vegetação, ainda se encontrem peças  de ouro e outros artefactos. O seu valor no entanto, será  sobretudo etnológico, e não   justifica os danos que a  procura causaria no sistema ecológico, desta, agora  considerada reserva natural.
Esperemos que continuem a pensar assim!

terça-feira, 5 de maio de 2015

Museu do ouro, Bogotá

Muito, muito interessante. Didáctico, peças  lindíssimas, uma mostra exemplar da riquíssima cultura deste canto do mundo.
A tranquilidade  com que me desloco, sozinha, nesta cidade continua a surpreender-me.
A simpatia constante das pessoas encanta-me!

domingo, 10 de agosto de 2014

Bogotá, 2600m mais perto das estrelas

A terceira capital mais alta do mundo, Bogotá é hoje em dia uma cidade de grande relevo, em termos culturais e económicos.
Confesso que  fiquei surpreendida por encontrar um ambiente tão tranquilo, moderno e acolhedor. Pessoas muitíssimo educadas e simples, uma arquitectura urbana muito bonita, antiga e contemporânea e uma cultura riquíssima. Fiquei apenas um dia mas espero voltar em breve, para visitar  alguns museus com calma e aprender mais sobre um artesanato que me deslumbrou.

Hoje, logo pela manhã, porque 6h de diferença horária fazem-nos acordar cedo, enfrentámos uma fila de meia hora para subir no teleférico até ao santuário de Monserrate. Ao domingo a afluência é enorme! Mas vale a pena sobretudo pela impressionante vista sobre a cidade e as montanhas ao seu redor, com realce para o "cerro de Guadalupe".

A caminho do centro histórico passámos pelo bairro da Candelária, onde a arquitectura colonial muito bem preservada chama a atenção. É um local onde quero absolutamente voltar com tempo!

Seguimos até ao Museu do Ouro, que por ser domingo também estava cheio, por isso preferi ir passear até à Praça Bolivar e visitar a Catedral. 

O dia passou a correr, fomos almoçar à hora do lanche ao "Andrés DC",  um restaurante muito curioso que nos tinham recomendado. Quatro andares, o primeiro representando a terra, o segundo o inferno, o terceiro o purgatório e finalmente o céu. Ficámos no purgatório porque o inferno estava cheio?!?! Comemos a saborosa carne sul americana e tirámos imensas fotografias do espaço que é de facto muito original.