A lenda do Eldorado atraiu muitos aventureiros europeus na época da colonização do território americano.
O termo significa " o homem dourado", e uma versão da lenda conta a história de um cacique, ou chefe, dos Muiscas, indígenas da Colômbia, que numa cerimónia de iniciação, se cobria com pó de ouro e mergulhava num lago nos Andes. De seguida os seus súbditos atiravam para o mesmo lago diversos objectos de ouro e pedras preciosas, na sequência do ritual.
Esse lago seria o Lago de Guativita, que visitei por estes dias.
Talvez devido à altitude, 3200m, ou ao profissionalismo e entusiasmo da guia que nos guiou na lenda e no território, quando avistámos o lago ficámos todos num estado de deslumbramento.
É um local lindo, mágico, que transmite uma enorme serenidade.
Infelizmente os conquistadores espanhois não sentiram o mesmo, e o seu único objectivo quando aí chegaram foi tentar drenar o lago, em busca do tesouro. Escavaram mesmo um túnel que baixou o nível da água em alguns metros, e encontraram de facto algumas peças de ouro. Os achados nunca foram suficientes para justificar o investimentos, mas ao longo dos anos foram vários os aventureiros que tentaram a sua sorte, atė que em 1965 o governo colombiano pôs o lago Guativita sob sua protecção, proibindo novas tentativas.
Os locais acreditam que, sobretudo nas encostas do local, por baixo da densa vegetação, ainda se encontrem peças de ouro e outros artefactos. O seu valor no entanto, será sobretudo etnológico, e não justifica os danos que a procura causaria no sistema ecológico, desta, agora considerada reserva natural.
Esperemos que continuem a pensar assim!
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