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quinta-feira, 17 de março de 2016

Custom made

Sempre idealizei um bolsa de artigos de higene, grande q.b.,  forrada a tecido impermeável, com muitas divisórias  e bolsinhas. Porque, eu não  só  viajo bastante, mas sobretudo  gosto dos meus cremes, e de outros produtos que não  encontro em todo o lado, e para não  ser apanhada desprevenida tenho a bolsa sempre a deitar por fora.
( Por outro lado se me esquecer  de alguma peça  de roupa, é  sempre uma desculpa para ir às  compras. Acho que  sou  menos esquisita com a roupa :D )
Este era um Work in Progress que se vinha arrastando, mas que finalmente concluí.
Mais uma vez inspirado no Pinterest!

sábado, 31 de janeiro de 2015

Belém do Pará

O povoado que se foi formando inicialmente, ao redor do forte do Castelo do Senhor Santo Cristo do Presépio de Belém,  construído  para defesa da foz do Amazonas, chamava-se Feliz Lusitânia. Mais tarde,  já  uma cidade, onde chegavam colonos de toda a europa, foi baptizada Nossa Senhora de Belém do Grão Pará. 
Como Manaus, Belém conheceu  o seu período   mais próspero  com o apogeu  do comércio  da borracha em finais do séc   XIX, e é   desta época que datam alguns dos edifícios  mais importantes da cidade, como o Teatro da Paz e o Mercado a ver  o peso, além   de vários palacetes e igrejas.
É   uma cidade muito interessante, onde encontramos   uma mistura de várias   culturas, com realce para a  portuguesa e indígenas.


O teatro da Paz fica mesmo à   esquina do  hotel, foi portanto a primeira visita. 


É uma réplica  do Scala de Milão, mas com elementos decorativos alusivos à   região, nomeadamente pinturas representando a selva Amazónica, e misturando matérias  primas locais com mármores  italianos, ferros fundidos ingleses ou pedras portuguesas. 
O chão   decorado com madeira de acapú, pau amarelo e pau brasil,  é,  quanto a mim, deslumbrante!


Foi uma cidade que visitámos   sempre a pé .  Daqui seguimos para a zona das docas que, recentemente remodelada, é hoje um local sobretudo de passeio e restauração.


Ao lado  fica o famoso  mercado  
A Ver o Peso


O mercado é   uma mistura irreal de produtos,  cores, sensações  e sobretudo cheiros! (Ainda me sinto agoniada  quando vejo as fotografias dos peixes...)

Duas coisa me chamaram particularmente  a atenção; o trabalho do vendedor de castanha  do  pára, que desca manualmente uma por uma, tarefa nada fácil!


E perceber que  o açaí, que eu gosto de comer com granola e banana, aqui é   acompanhamento do peixe frito. 


E agora vou para casa! 

Em breve o passeio na Feliz Lusitânia.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Manaus II - A cidade

A cidade de Manaus é  ponto de partida para o chamado eco-turismo, para actividades  mais ligadas à   natureza. No entanto existem alguns edifícios   e lugares de interesse turistico, que vale a pena visitar. Nomeadamente,  o Mercado   Municipal, uma construção em ferro ao estilo  Arte Nova, a zona da alfândega  junto ao porto,  o Palácio   do Rio Negro e o jardim envolvente,  antigas instalações   do  governador, a praia fluvial de Ponta Negra, e sobretudo o Teatro Amazonas.

O Teatro Amazonas, construído   em 1896, representa  a época áurea  de Manaus,  quando graças   ao comércio  da  borracha  esta se tormou uma das cidades mais prósperas do mundo. Aqui chegavam comerciantes de toda a europa, e foi para satisfazer a sua necessidade de distracções   culturais que o teatro foi construído. Um edifício   ecléctico, de grande riqueza artística, é   hoje sede da filarmónica  Amazonas,  a cujo ensaio tivemos oportunidade  de assistir durante a visita.

       


Palácio do rio Negro

Mercado municipal

E também tem um estádio  de football...chamado de "má memória" , apesar de atė ser um edifício  bonito!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Manaus

A vida em Manaus está   fortemente ligada ao rio. É através   dele que as pessoas se deslocam para as suas casas no interior, e que transportam as mercadorias. São dois os rios que servem os habitantes de Manaus, o rio Negro e o Solimões. 

O primeiro  passeio tinha pois que ser pelo rio. E lá fui à  descoberta das famosas fauna e flora locais.


A primeira paragem foi para mergulhar com  os botos, parentes próximos dos golfinhos. 



De seguida fomos visitar uma aldeia indígena. Indios a sério, com vidas de "faz de conta". Têm o propósito didáctico de nos ajudar a perceber como era o Brasil  e  como viviam os seus habitantes, quando os primeiros europeus aqui chegaram. 
Interessante.


No programa seguia-se uma curta incursão  pela selva à  procura  da flora e dos animais "silvestres", como aqui  lhes chamam. Nenúfares gigantes, àrvore da borracha, macacos, preguiças, cobras, jacarés...


Passámos  pela povoação lacustre de Catalão. Casas flutuantes, de madeira, numa comunidade que incluí diversos estabelecimentos comerciais, escola primária e igrejas.


No final fomos ao encontro dos rios. Ou seja fomos ao local onde os rios Negro  e Solimões se encontram para formarem o rio Amazonas. "Se encontram" pois as suas águas não se misturam,  e é esse o fenómeno interessante. Três factores contribuem para  isso: 
 temperatura,  o rio negro com 24°,  o Solimões  com 22°, claramente  perceptíveis se nantivermos as mãos na àgua enquanto o barco os atravessa;
  densidade, o Solimões é barrento e denso, ao passo que o rio Negro, apesar de muito escuro devido à decomposição de raízes  e  e folhas, é límpido e quase transparente.
velocidade, o caudal do Solimões é bastante  mais rápido.
O resultado é de facto curioso!


 
Um dia bem passado, e nem enjoei no barco!
Amanhã   a cidade!