A vida em Manaus está fortemente ligada ao rio. É através dele que as pessoas se deslocam para as suas casas no interior, e que transportam as mercadorias. São dois os rios que servem os habitantes de Manaus, o rio Negro e o Solimões.
O primeiro passeio tinha pois que ser pelo rio. E lá fui à descoberta das famosas fauna e flora locais.
A primeira paragem foi para mergulhar com os botos, parentes próximos dos golfinhos.
De seguida fomos visitar uma aldeia indígena. Indios a sério, com vidas de "faz de conta". Têm o propósito didáctico de nos ajudar a perceber como era o Brasil e como viviam os seus habitantes, quando os primeiros europeus aqui chegaram.
Interessante.
No programa seguia-se uma curta incursão pela selva à procura da flora e dos animais "silvestres", como aqui lhes chamam. Nenúfares gigantes, àrvore da borracha, macacos, preguiças, cobras, jacarés...
Passámos pela povoação lacustre de Catalão. Casas flutuantes, de madeira, numa comunidade que incluí diversos estabelecimentos comerciais, escola primária e igrejas.
No final fomos ao encontro dos rios. Ou seja fomos ao local onde os rios Negro e Solimões se encontram para formarem o rio Amazonas. "Se encontram" pois as suas águas não se misturam, e é esse o fenómeno interessante. Três factores contribuem para isso:
temperatura, o rio negro com 24°, o Solimões com 22°, claramente perceptíveis se nantivermos as mãos na àgua enquanto o barco os atravessa;
densidade, o Solimões é barrento e denso, ao passo que o rio Negro, apesar de muito escuro devido à decomposição de raízes e e folhas, é límpido e quase transparente.
velocidade, o caudal do Solimões é bastante mais rápido.
O resultado é de facto curioso!
Um dia bem passado, e nem enjoei no barco!
Amanhã a cidade!






Incrível! Adoro estas "reportagens". venha a cidade :)
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