sábado, 31 de janeiro de 2015

Belém do Pará

O povoado que se foi formando inicialmente, ao redor do forte do Castelo do Senhor Santo Cristo do Presépio de Belém,  construído  para defesa da foz do Amazonas, chamava-se Feliz Lusitânia. Mais tarde,  já  uma cidade, onde chegavam colonos de toda a europa, foi baptizada Nossa Senhora de Belém do Grão Pará. 
Como Manaus, Belém conheceu  o seu período   mais próspero  com o apogeu  do comércio  da borracha em finais do séc   XIX, e é   desta época que datam alguns dos edifícios  mais importantes da cidade, como o Teatro da Paz e o Mercado a ver  o peso, além   de vários palacetes e igrejas.
É   uma cidade muito interessante, onde encontramos   uma mistura de várias   culturas, com realce para a  portuguesa e indígenas.


O teatro da Paz fica mesmo à   esquina do  hotel, foi portanto a primeira visita. 


É uma réplica  do Scala de Milão, mas com elementos decorativos alusivos à   região, nomeadamente pinturas representando a selva Amazónica, e misturando matérias  primas locais com mármores  italianos, ferros fundidos ingleses ou pedras portuguesas. 
O chão   decorado com madeira de acapú, pau amarelo e pau brasil,  é,  quanto a mim, deslumbrante!


Foi uma cidade que visitámos   sempre a pé .  Daqui seguimos para a zona das docas que, recentemente remodelada, é hoje um local sobretudo de passeio e restauração.


Ao lado  fica o famoso  mercado  
A Ver o Peso


O mercado é   uma mistura irreal de produtos,  cores, sensações  e sobretudo cheiros! (Ainda me sinto agoniada  quando vejo as fotografias dos peixes...)

Duas coisa me chamaram particularmente  a atenção; o trabalho do vendedor de castanha  do  pára, que desca manualmente uma por uma, tarefa nada fácil!


E perceber que  o açaí, que eu gosto de comer com granola e banana, aqui é   acompanhamento do peixe frito. 


E agora vou para casa! 

Em breve o passeio na Feliz Lusitânia.

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