O povoado que se foi formando inicialmente, ao redor do forte do Castelo do Senhor Santo Cristo do Presépio de Belém, construído para defesa da foz do Amazonas, chamava-se Feliz Lusitânia. Mais tarde, já uma cidade, onde chegavam colonos de toda a europa, foi baptizada Nossa Senhora de Belém do Grão Pará.
Como Manaus, Belém conheceu o seu período mais próspero com o apogeu do comércio da borracha em finais do séc XIX, e é desta época que datam alguns dos edifícios mais importantes da cidade, como o Teatro da Paz e o Mercado a ver o peso, além de vários palacetes e igrejas.
É uma cidade muito interessante, onde encontramos uma mistura de várias culturas, com realce para a portuguesa e indígenas.
O teatro da Paz fica mesmo à esquina do hotel, foi portanto a primeira visita.
É uma réplica do Scala de Milão, mas com elementos decorativos alusivos à região, nomeadamente pinturas representando a selva Amazónica, e misturando matérias primas locais com mármores italianos, ferros fundidos ingleses ou pedras portuguesas.
O chão decorado com madeira de acapú, pau amarelo e pau brasil, é, quanto a mim, deslumbrante!
Foi uma cidade que visitámos sempre a pé . Daqui seguimos para a zona das docas que, recentemente remodelada, é hoje um local sobretudo de passeio e restauração.
Ao lado fica o famoso mercado
A Ver o Peso
O mercado é uma mistura irreal de produtos, cores, sensações e sobretudo cheiros! (Ainda me sinto agoniada quando vejo as fotografias dos peixes...)
Duas coisa me chamaram particularmente a atenção; o trabalho do vendedor de castanha do pára, que desca manualmente uma por uma, tarefa nada fácil!
E perceber que o açaí, que eu gosto de comer com granola e banana, aqui é acompanhamento do peixe frito.
E agora vou para casa!
Em breve o passeio na Feliz Lusitânia.
Que lugar maravilhoso, tão interessante! Morro de vontade de conhecer!
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