Os figos que se secavam ao sol no quintal, o processo de transformação da azeitona em azeite, e um raciocínio confuso sobre a bengala como um elemento fundamental numa qualquer triologia, eram, ontem, estas as fixações de uma mente que outrora foi tão lúcida.
A mente que eu me habituei desde cedo a procurar para um conselho, um incentivo, um consolo, uma ajuda...
E continuo a procurá-la apesar de tudo. Conversamos muito. Tento esclarecer as confusões que me parecem importantes, como as relações de parentesco, deixo as recordações fluirem naturalmente mesmo que não façam sentido, e sobretudo escuto com atenção, procurando aprender mais alguma coisa sobre o que também é o meu passado.
E fui comprar uma bengala!
Tenho tido pouco tempo ou motivação para costuras, mas conseguiu fazer este saco. A minha mãe pediu e ela também está a precisar de atenção. E ficou engraçado apesar de tudo.
engraçado é pouco Teresa, eu diria que (como sempre) ficou muito giro.
ResponderEliminarquanto aos figos, ao azeite e à bengala, o amor tem tantas formas que em certas alturas da vida escutar pode ser uma delas. um grande beijinho.
O saco ficou lindo, como lindo é este teu texto e linda é a relação que tens com a tua família! Um beijinho e obrigada pelo dia de hoje...
ResponderEliminarPaula Brigantim
Ficou lindo! Que cores bonitas!
ResponderEliminarComo vamos mudando de papéis durante a vida... é curioso e às vezes, triste.
Bjs