quinta-feira, 18 de julho de 2013

Figos, azeite e bengalas

Os figos que se secavam ao sol no quintal, o processo de transformação da azeitona em azeite, e um raciocínio confuso sobre a  bengala como um elemento  fundamental numa qualquer triologia, eram, ontem, estas as fixações de uma mente que outrora foi tão lúcida.
A mente que eu me habituei desde cedo a procurar para um conselho, um incentivo, um consolo, uma ajuda...
E continuo a procurá-la  apesar de tudo. Conversamos muito. Tento  esclarecer as confusões que me parecem  importantes, como as relações de parentesco,  deixo as recordações fluirem naturalmente mesmo que não façam sentido, e sobretudo escuto com atenção,  procurando aprender mais alguma coisa sobre o que também é o meu passado.
E fui comprar uma bengala!

Tenho tido pouco tempo ou motivação para costuras, mas conseguiu fazer este saco. A minha mãe pediu e ela também está a precisar de atenção.  E ficou engraçado apesar de tudo.

3 comentários:

  1. engraçado é pouco Teresa, eu diria que (como sempre) ficou muito giro.
    quanto aos figos, ao azeite e à bengala, o amor tem tantas formas que em certas alturas da vida escutar pode ser uma delas. um grande beijinho.

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  2. O saco ficou lindo, como lindo é este teu texto e linda é a relação que tens com a tua família! Um beijinho e obrigada pelo dia de hoje...
    Paula Brigantim

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  3. Ficou lindo! Que cores bonitas!
    Como vamos mudando de papéis durante a vida... é curioso e às vezes, triste.

    Bjs

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