Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Carlos Drummond de Andrade
Que lindo...
ResponderEliminarBjs
Também há quem lhe chame sonhar de olhos abertos.
ResponderEliminarQuer o sonho tenha a ver com o passado, com o futuro, ou com algo que só eu conheço, eu acho que esta palavra "ausência" também é uma boa forma de o descrever.
Bj e Bom fds Teresa,